domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fatalidade


E o tempo vai passando, esgueirando-se discretamente por entre as nossas mãos. E nós, sem ligar aos inúmeros tic-tac que já se foram, ocupados com os afazeres da vida. Tão depressa se consome uma hora, uma semana, um dia. E, por todos os esforços que façamos, ou por muito que queiramos, ele não pára, continua a correr incessantemente como a água que flui nos rios. E nem sempre nos lembramos que cada segundo que voa é inapagável, não volta atrás nem é passível de mudança. 
As folhas caem, a estação muda, mudam as modas e as metas. Os transeuntes afogam-se num ciclo vicioso e rotineiro e percorrem as ruas como se de algo estivessem a fugir, oferecendo empurrões aqui e acolá a quem ousa meter-se no seu caminho. É logo essa correria matinal que os deixa sem fôlego, sem um pingo de energia para fazer seja o que for, por muita vontade que anteriormente houvesse. A nossa impotência é tal face a essa situação, que tentar fazer as coisas à nossa maneira seria quase um capricho, limitando-nos então a seguir o caminho em modo corrida, albarroados pela multidão.

Rita f.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sempre


São tantas as vezes que essa rebelião de ideias e questões assola os meus pensamentos. Às vezes o problema é pensar de mais, remoer de mais, mastigar incessantemente cada pormenor. Será que estarás sempre aqui, como agora? Ou um dia olharei para trás e não verei nada senão a minha própria sombra? Tentarei agarrar a tua mão, mas ela será inalcançável, tão longínqua e tão fria, que não me restará senão um grito sufocante e mudo de desespero? Tanta gente prometeu o sempre, que iria estar sempre presente, nem que o mundo virasse do avesso. E de muitos desses "sempre" e desses "prometo" restam apenas as palavras bonitas, ditas em vão. Secalhar algumas fotos rasgadas e, de certeza, muitos corações partidos. A vida dá tantas voltas, conhece tantos caminhos, tantos rumos diferentes. E muitos deixam-se ficar para trás, deslumbrados com a imensidão de tentações que a vida oferece. No fundo... iludidos. E mais tarde, desiludidos.

Rita f.

E faltam...


...5 dias! Para voltar à mesma rotina, aos horários, à tão desejada correria diária. Ai! Os empurrões para cá e para lá, as filas de trânsito que parecem intermináveis, os saltos que teimam em ficar presos na calçada. Enfim, também faz parte, mas não me importava nada de continuar no belo do meu sofá, com meias quentinhas, no dolce far niente. Tão bom!

Rita f.

Sorry

Oh! Blogue'zinho abandonado, não acredito que te tratei tão mal. 5 meses sem te falar, não é coisa que se faça. Prometo que agora vou estar aqui sempre (será?). Sim, i promise. Também me fazes falta.


Rita f.