sábado, 30 de janeiro de 2010

Hold

Ver como o tempo passa,
como as memórias vêm e vão,
como as horas nos escapam por entre os dedos,
agarrando a solidão.

Ver como a noite cai,
como leva consigo o que vem e vai,
num abraço mudo que nos corta o ar,
rodopio profundo d'uma onda do mar.


A rapidez da passagem, a fluidez da transição.
Tu, que escondes o teu mundo e não tens noção.
Guardando a cor da vida numa bolha de sabão.


Abraças-me, então?
O que não é agora,
será recordação (...)

Rita f.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Transição


Deixa o vento passar. Suave, leve, friamente puro.
Deixa o tempo fluir, na fatalidade de um suspiro seguro.
Sente cada toque, cada gesto, cada poeira de felicidade.
Só não sente a dor da vida quem não ama de verdade.

Rita f.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Avança



O tictac incessante de um relógio que não pára.
O tempo flui. As horas passam. O vento leva.

A dor inconsciente de uma ferida que não sara.
O frio aquece. A luz escurece. Alguém que amara.

A luta ininterrupta pela mudança.
A rotina que corta, apaga, avança (...)



Num sopro de ar quente em que a vida balança,
longe das memórias de criança.

Rita f.