sábado, 17 de abril de 2010

Ser

«Deixa-me ser, só ser (...)»


O vento que percorre os teus cabelos,
doce brisa que faz voar a tua alma.
O traço brilhante no teu olhar
que me enleva, que conforta, que me acalma.

Deixa-me dançar descalça,
quero sentir o vento em mim.
Deixa-me abraçar-te como nunca.
E poder respirar-te assim.

Sem fim.
Rita f.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Tictac


Como as horas passam. Como flui cada segundo no seu tictac mecânico. Os ponteiros do relógio vão deslizando ao som do tempo, levando consigo a duração de cada momento. Numa balada rigorosa vai passando cada minuto, num sopro leve e ininterrupto. Como queria que corresse, que voasse até, este tempo que me prende ao simples tictac da tua chegada. E, às vezes, como queria que parasse toda esta doce colecção de segundos, e pudesse ser a senhora do tempo, destinada à imobilidade de todo o espaço envolvente, perdida nesse abraço quente,

(...) onde só respiramos tu e eu.

Rita f.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Vens?


É fácil. Vem. Não tenhas medo.
Vamos desenhar caminhos, transbordar de sonhos, decifrar o céu.
E não me largues. Sem ti, sem a segurança de cada abraço teu, não passo de um minúsculo ser frágil, perdido na imensidão deste mundo.

É simples. Anda. Eu estou contigo.

Estarei sempre.
Meu orgulho.
Rita f.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mundo


Tranquilidade. Calma. Envolvida numa brisa tão pura e no som da água a deslizar pelas pedras aquecidas pelo sol. Imaginava o mundo, deitada sobre o tapete de relva fresca, à sombra dos pinheiros que ensaiavam a sua melhor dança. A melodia, essa, eu cantava baixinho, naquele momento parado no tempo. Fecho os olhos e deixo-me levar como as folhas secas no caminho. Como eu desejava a tua companhia, esse calor humano, mesmo ao meu lado, para poder partilhar cada pedacinho de vida, cada momento naquela imensidão verde. Como eu desejava poder voltar um dia ao mesmo local, poder sentar-me na mesma pedra e poder ver todo o horizonte reflectido nos teus olhos; todo o campo de trigo, todas as flores, todas as pegadas que marquei para poder chegar até ali. E, lentamente, poder adormecer a teu lado, respirando cada toque, cada abraço, cada beijo teu, num manto de sonhos e malmequeres.

Abro os olhos, retorno à minha realidade campestre, e sim, a vida parece realmente tão curta, tão breve, e há tanto para viver. Tantos caminhos para descobrir, tantos rumos para seguir, tantas estradas que se cruzam e entrecruzam, continuamente. Vamos aprendendo a cada passo, valorizando as mais pequenas coisas, os tesourinhos que encontramos na nossa caminhada. Esses, sim, merecem ter um cantinho bem especial no coração. Haverá local mais seguro?


Fica comigo. Caminharei a teu lado.
Rita f.

Plágio


Cuidado com os plágios aos vossos blogues! Protejam os vossos textos, que são tão dignos de se ler e não merecem andar a ser copiados e divulgados no nome de outra pessoa!
Infelizmente, talvez por pensar que isso nunca sucedesse com as minhas coisas, nunca protegi o blog, e criaram já um http://everythingswillbefine.blogspot.com/ com alguns textos meus (e de outras pessoas também, suponho. Vejam se não tem textos vossos também :x). Se souberem o que posso fazer em relação a isto, agradecia imenso.

Rita f.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Escuta


A leve melodia desliza pelas cordas,
leva o som a abraçar o teu mundo.
Ilumina as memórias mais vazias,
torna o coração mais profundo.

Faz-te esquecer toda a dor,
num misto de suspiros quentes.
Delicia-te num véu de cor,
onde respiras aquilo que sentes.

Rita f.